Dicas de como organizar uma apresentação pessoal simples e completa!

Saber organizar uma apresentação pessoal é ter a capacidade trazer para si a atenção de um recrutador e novas possibilidades no campo profissional!

É muito comum, em um processo seletivo, ser solicitado que o candidato a uma vaga de emprego faça o seu “marketing pessoal”, independente se é a sua primeira entrevista ou se está almejando um cargo de alto nível executivo. De qualquer forma, essa pessoa vai ter que “vender” o peixe dela. Ou seja, saber como apresentar as suas competências profissionais.

Mas, afinal, como seria isso? Basicamente, seria por meio de uma apresentação pessoal, onde um aspirante a um cargo em uma empresa terá a chance de contar brevemente sobre a sua trajetória profissional, destacando seus diferenciais em um cenário competitivo, cheio de testes desafiadores e filtros rigorosos.

Para tanto, é necessário notar que nem todo mundo possui a habilidade de se expressar de forma clara e objetiva, ainda mais quando se sabe que o resultado de tal discurso corresponde a uma real oportunidade de se conseguir um trabalho – só de pensar, muita gente já treme na base... E, convenhamos, já faz um tempinho que esse tem sido um dos principais anseios de milhões de pessoas em todo o país.

Tendo em vista que, para muitas pessoas, falar em público é uma experiência assustadora, selecionamos neste artigo alguns conceitos e dicas que podem ser essenciais na preparação de seu “pitch” diante de um recrutador ou, até mesmo, em reuniões e palestras.

São etapas que, se você notar, têm como ponto central a habilidade de saber contar histórias. É isso mesmo, para que a confiança seja construída, é importante fazer uso de narrativas que sejam muito bem elaboradas, de forma sucinta, capazes de convencer seu interlocutor de que, sim, você é a melhor opção frente a inúmeros candidatos.

 

A importância de uma apresentação pessoal!

Seja na busca por um emprego, quanto em palestras, por exemplo, a apresentação pessoal é, sem dúvida, uma das principais comunicações que um profissional pode usar para fazer a “propaganda” de sua própria imagem.

Como dissemos anteriormente, essa pessoa precisa vender suas habilidades e/ou ideias. E para isso, é necessário se ater a detalhes que, ignorados, pode acabar resultando em uma apresentação mal sucedida, afinal, o julgamento é inerente às situações em que um sujeito precisará falar de si, com o intuito de “conquistar” seja um gerente de RH, seja o público de uma conferência.

A importância de uma apresentação pessoal tem a ver com o saber se programar para que ela aconteça de forma satisfatória e, assim, os objetivos daquela pessoa sejam, de fato, alcançados. Isso infere em uma preparação para tal, em que podemos destacar alguns cuidados como:

  • Organizar muito bem o conteúdo ou a história que se quer contar;
     

  • Trajar-se de uma forma que tenha a ver com a situação vigente, seja com a empresa (em caso de entrevista ou dinâmica), seja em um seminário ou reunião;
     

  • Seja autêntico e, no caso de uma entrevista, busque se comunicar naturalmente com o seu interlocutor;
     

  • Evite gestos exagerados e, mesmo estando nervoso (o que é normal), não se deixe levar completamente por essa emoção a ponto de transparecer que não está à vontade naquela situação;
     

  • Evite também o discurso automático que, de certa forma, é uma armadilha criada pela própria pessoa que, acostumada a construir um roteiro padrão para se apresentar, ela acaba caindo em uma espécie de “reprodução automatizada” de seu currículo, citando mecanicamente a sua idade, formações e principais experiências adquiridas ao longo da carreira.

Ainda sobre o discurso automático, é pertinente destacar que para evitar esse ciclo vicioso, é importante que esse candidato, ao invés de criar um discurso pautado em questões ligadas ao senso comum, ele prefira narrar suas vivências baseadas no real valor da sua existência/carreira.

Para tanto, ele pode fazer uso de técnicas de storytelling, ou seja, contar uma história resumida que, de forma leve e envolvente, conecte o interlocutor à sua respectiva trajetória profissional.

 

Organizando uma apresentação pessoal antes da entrevista!

Agora que você tem uma rápida noção de quão importante é saber falar de si mesmo em situações em que seremos avaliados (tanto para conseguir um emprego, promoção ou a audiência de um determinado público), chegou a hora de compreender alguns dos principais conceitos essenciais para a organização de uma apresentação pessoal.

Acompanhe as dicas a seguir e faça com que seu “pitch” seja, de fato, uma chave que liga o seu interlocutor à sua imagem de profissional seguro e bem preparado:


 

Descubra a sua história:


Como é possível perceber, até aqui mencionamos que o diferencial em uma apresentação pessoal é a capacidade que uma pessoa possa ter em destacar suas habilidades e experiências no campo pessoal e profissional, por meio de histórias, de modo que seja possível haver aí uma conexão com o público (ou a pessoa) que o mesmo queira alcançar.

Tendo isso bem claro, é o momento de refletir sobre qual história seria pertinente para destacar a sua trajetória, que faça sentido para o que está a buscar e que, além disso, possa representá-lo como um profissional competente.

Infere-se aí a necessidade de uma estruturação de discurso em formato de história, ou seja, o famoso storytelling que, muito utilizado em propagandas e no mundo do entretenimento, emprega técnicas inspiradas em roteiristas e escritores com o intuito de transmitir uma mensagem marcante que, de alguma forma, possa promover certa identificação no interlocutor.

Mas, antes de passarmos para o próximo tópico, confira um vídeo super bacana que explica de forma descontraída o que é storytelling – a arte de contar histórias memoráveis:

 
 

Estude o público (a empresa) que contará a sua história!


Para que o emprego de uma técnica de storytelling seja aplicada com sucesso, é necessário que um candidato a uma vaga de emprego, por exemplo, busque estudar o perfil da empresa que ele quer fazer parte. E tudo isso para que aconteça uma conexão emocional entre ele e os gerentes que estão à frente da organização.

Estudar o “público”, nesse caso, significa não somente um candidato preocupado em como fazer com que o RH fique interessado em sua história (objetiva, com começo, meio e fim), mas sim se a sua apresentação por si só traga uma perspectiva que infere o que a tal empresa quer ouvir. A isso se dá o nome de conexão!

 

Sua apresentação precisa ter coesão, coerência e conexão!


Para uma vaga de emprego, por exemplo, atente-se ao seguinte detalhe: não importa se sua apresentação pessoal será escrito ou falada, é importante ter em mente que ela precisa ter plena coesão e coerência, além de ser capaz de proporcionar uma conexão com a pessoa responsável pela oferta de trabalho. E para que isso seja possível, é óbvio que uma revisão gramatical e conceitual seja feita nos mínimos detalhes.

Ao que se refere a um aspecto mais conceitual do conteúdo proposto, é importante que o candidato verifique se há pontos incongruentes em suas histórias, os quais estão transmitindo mensagens ambíguas. Essa mensagens, no entanto, podem fazer com que o recrutador pense que tudo o que está sendo dito pelo aspirante à respectiva vaga, seja pura invenção.

Para fugir de um erro fatal como esse, esse candidato precisa, então, saber como preparar uma apresentação pessoal que, em sua essência, traga uma narrativa que faça sentido, que demonstre quem é de fato esse profissional e o que ele está a buscar para a sua carreira. Ou seja, ele precisa ser bem mais simples e objetivo!

 
 

Dê destaque às suas experiências – mas, na medida certa!


Esse é um tópico muito importante, algo que todo profissional precise listar em seu rol de prioridades na hora de organizar a sua apresentação pessoal. Por conta disso, de ênfase aos seguintes aspectos: 
 

  • Experiências adquiridas que sejam realmente relevantes para a vaga em questão;
     

  • Maiores aprendizados e conquistas que venham somar para a organização;
     

  • Principais competências que façam “match” com a política da empresa. 


Tome cuidado para não se estender em ficar exaltando suas experiências e, assim, tornar sua apresentação um tanto quanto maçante, ok...

 

Seja claro e direto – valore cada minuto – mas evite ser muito detalhista!


Esse tópico tem muito a ver com os dois anteriores, ou seja, ser objetivo é algo mais que essencial para uma apresentação pessoal de sucesso.

Como geralmente as empresas disponibilizam um tempo curto para o candidato (e isso serve tanto para uma entrevista presencial como para a gravação de um vídeo), é importante que ele tenha consciência de que os minutos iniciais de sua fala serão decisivos para “fisgar” o recrutador.

Será logo nesse começo que o tal selecionador vai começar a tecer uma impressão de quem é aquela pessoa ali em sua frente. Assim, é pertinente sempre pensar em uma apresentação concisa, clara e mais simples possível, mas que, ao mesmo tempo, possa proporcionar nessa pessoa do RH a sensação de querer saber mais desse profissional.


 

Valorize a postura, ritmo e entonação da voz – além de bom senso!


Uma vez com a apresentação pessoal pronta é hora de se preparar. Para isso, o profissional vai precisar se ater primeiro à sua postura, ou seja, seja na gravação ou diante do recrutador, é interessante sempre manter a coluna ereta e um sorriso no rosto, afinal, cara fechada não ajuda em nada. Só tome cuidado para não soar como algo forçado, ok.

A voz é também tão importante quanto o olhar, por exemplo, ao longo da apresentação. Por isso, é interessante que o candidato procure fazer as devidas pausas ao falar, bem como as inflexões corretas para que o ritmo do discurso se dê de forma natural e eficiente.

Quer saber mais sobre entonação de voz? Acompanhe no vídeo logo abaixo:

 
 

Por fim, é pertinente destacar que ao participar de um processo seletivo, todo candidato que for fazer sua apresentação pessoalmente não se esqueça que, em aperto de mãos, não o faça com a mão mole ou apenas com as pontas dos dedos, para não passar a impressão de displicência nesse primeiro contato.

Também é importante que ele demonstre interesse ao seu ouvinte e não monopolize a conversa, além de tomar cuidado em como falar de si mesmo – para que não dê a impressão de que é uma pessoa pretenciosa, ou seja, que é melhor que outros profissionais também inscritos no processo seletivo.

Por último, e não menos importante, se o aspirante a uma vaga de emprego, por exemplo, quer mesmo tal chance, não pode, em hipótese alguma, falar mal de empregos ou chefes anteriores, pois isso, com certeza, será o principal motivo para a sua desclassificação.


 

Pratique várias vezes e cronometre cada treino!


Basicamente, este tópico é uma continuação do que falamos nos item anteriores, mas com ênfase ao simples fato (porém, super importante) de que sem a prática o resultado satisfatório de uma apresentação pessoal é praticamente nulo.

Toda pessoa que está a organizar uma apresentação dessa precisa estar convencida de que após organizar seu discurso, é importante que ela treine em voz alta na frente do espelho ou gravando no celular, por exemplo.

Inclusive, é interessante enfatizar que, ao gravar a apresentação, o profissional deve verificar se há muita gesticulação, bem como a sua postura corporal está mais ereta, além da sua entonação vocal que, de certa forma, ajuda a conduzir o ritmo de seu desempenho.

Enfim, o que vale é conseguir garantir total segurança ao que será apresentado, seja ao vivo (diante do recrutador) seja para a gravação de um vídeo – haja vista que é muito comum tal solicitação por parte das empresas que, hoje em dia, estão ofertando vagas de emprego.

O que também vai garantir o bom desempenho do candidato é a noção de tempo ao longo de sua apresentação pessoal. E para que ele consiga contar um pouco de si em um curto espaço de tempo, é pertinente cronometrar cada vez que for praticar seu discurso, verificando depois se foi possível contemplar os pontos mais relevantes da narrativa proposta. Em média, pede-se aos candidatos que uma apresentação tenha de 1 a 10 minutos de duração.


 

Revise o conteúdo e organize versões de sua apresentação!


Revisar o conteúdo de uma apresentação pessoal é algo que deve ser feito até o último minuto, antes de estar diante do recrutador ou, então, de começar a gravar o vídeo para encaminhar para a empresa.

Seria basicamente aparar as arestas, afinal, há sempre algum trecho que pode ser cortado, muito embora é interessante buscar um meio-termo nisso e, assim, verificar se há também algum trecho que necessite de maior ênfase no discurso.

Uma vez com a apresentação revisada, é hora de pensar nas adaptações. Isso mesmo, o ideal é organizar pelo menos três versões diferentes do respectivo discurso: uma de 2 minutos, outra de 5 minutos e uma oficial que tenha de 8 a 10 minutos, por exemplo.

Confira, no vídeo abaixo, um pouco mais sobre como melhorar a sua apresentação pessoal:

 
 
 

Saiba que a apresentação pessoal é apenas uma etapa...


Pois é, tendo em vista que procuramos apresentar neste artigo apenas uma noção básica de uma apresentação pessoal e como começar a organizá-la, aproveitamos para enfatizar que esse tipo de recurso - comumente utilizado em processos seletivos, bem como em eventos e palestras -, é apenas o primeiro passo para todo profissional que, sim, precisa ser valorizado.

Mas, por que nos dias atuais uma apresentação pessoal ainda é solicitada?

Oras, porque ela será decisiva para que um recrutador ou uma audiência venha saber mais sobre você e, assim, ampliar novas possibilidade de aberturas nos campos profissional e pessoal.

Com o advento da internet, muitas empresas enviam links para que o candidato a uma vaga faça a gravação de seu “pitch” utilizando as ferramentas de gravação disponíveis na própria plataforma encaminhada.

Seja qual for o formato, esse tipo de recurso é uma forma de mostrar ao mundo o quão confiável você pode ser. E tal percepção não se obtém somente após a sua fala para com o respectivo interlocutor. Ela pode acontecer em um aperto de mão, no bom humor e na tranquilidade da conversa ocorrida ali, ao vivo, diante do recrutador.

Uma boa impressão também pode ser garantida quando há um cuidado efetivo na hora de produzir a gravação de sua apresentação que, visando uma vaga de emprego, precisa saber contar, de forma lúcida, quão bom você será naquilo em que está se propondo a fazer.

Todavia, saiba que se você não for selecionado para aquela oportunidade tão almejada, não desista, não se deixe abalar. O “não ser escolhido” também faz parte do processo. E isso não significa que suas qualidades são inferiores às das outras pessoas.

Valorize-se sempre, cuide de sua autoestima, afinal, a sua situação atual não dita exatamente quem você é. Na verdade, ela é apenas transitória e estar ciente disso é um grande passo para mostrar, seja a quem for, que você é um profissional diferenciado, disposto a contribuir no mercado de trabalho e aprender cada vez mais com os novos desafios!

Indo além da apresentação pessoal:

Caso você queira se preparar mais ainda para uma apresentação pessoal e também para outras etapas de um processo seletivo concorrido, como testes de lógica, entrevista de emprego, dinâmica de grupo, etc... vai gostar de assistir o vídeo abaixo:

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Boa sorte! 😉

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